Sobre conectar os pontos

Esta última semana foi muito boa! Depois de um ano e meio morando no Rio e super distante da minha área de formação, eu recebi a notícia linda que vou voltar a fazer uma das coisas que curto fazer!

E depois de chorar agradecida a Deus, dar pulinhos de alegria, ligar para um monte de gente e ir pra Santa Teresa comemorar com o marido, eu pensei em muita coisa sobre minha trajetória profissional e pessoal.

Eu comecei minha vida profissional meio tarde, por conta de algumas más escolhas pessoais e durante muito tempo eu achava que a falta de experiência seria determinante na minha trajetória profissional. E, incrivelmente, não foi. Nem tudo foi mil maravilhas, mas posso afirmar, com certeza, que todos os lugares por onde eu passei tiveram um impacto enorme na minha formação e, hoje, com a perspectiva do tempo, eu consigo enxergar todos os pontinhos conectados na minha caminhada profissional.

É bem o que o Steve Jobs fala neste vídeo aqui:

Então, se você que anda lendo minhas abobrinhas tem passado por um tempo no qual tudo parece desconectado, mantenha o foco! Continue se esforçando a estar perto daquilo que você ama fazer e, acredite, aqueles pontinhos farão sentido um dia e cada um terá seu valor!

E já que hoje é domingo, aproveito pra desejar uma semana cheia de pontinhos conectados pra todo mundo! 😉

Sobre a torta de limão com mais história que você já viu!

O post de hoje tem a participação de uma amiga linda e querida que se dispôs a compartilhar com a gente a receita da melhor torta de limão que já comi na vida!

A Lailah fez faculdade comigo em Franca, no interior de São Paulo e já naquela época ela cozinhava super bem! Com o passar do tempo o amor dela pela cozinha só aumentou e ela tem feito muitas delícias culinárias! Só que pra iniciar esta nova categoria no blog eu pedi a ela que nos trouxesse a receita dessa torta e ela conta aqui um pouquinho da história de como esta sobremesa entrou nas nossas vidas!

“Essa torta de limao tem história…

Conheço a Nathalie desde de 2003, quando entramos na faculdade de Relações Internacionais em Franca-SP. Logo formamos um grupinho de amigas que ficou cohecido como a Casa das 7 mulheres – cada uma de um lugar e cada uma de um jeito… Quase 10 anos depois e com a ajuda da tecnologia (alô Whatsapp!), continuamos muito próximas!

Aprendi a fazer essa torta com minha mae, já que é a sobremesa favorita do meu pai. Quando me mudei para Franca, sempre quando tínhamos algum almoço/jantar/comemoração de aniversário de uma das meninas, eu fazia essa torta!

A receita leva suspiro, e ninguém tinha batedeira nas repúblicas. Era na mão mesmo e demorava séculos para as claras ficarem em ponto de “neve”. Chegamos a pedir batedeira emprestada para vizinho! Só risadas…

Toda vez que faço lembro dessas meninas queridas!

A RECEITA:

Massa podre (Gente, fica uma delícia com bolacha maizena triturada , com manteiga derretida também!, e é bem mais fácil). Eu tenho comprado massa pronta também, congelada, pronta para abrir. É muito prático e fica ótima também! Praticidades da vida moderna e ocupada!

2 xícaras de farinha

½ xícara de açúcar

½ xícara de manteiga temperatura ambiente em cubinhos (é meio a olho, pode ser que vá um pouco mais)

1 gema

1 colher de chá de fermento

Água (a olho também)

Misture a farinha, manteiga, açúcar e fermento e com ajuda de um garfo (ou aquele apetrecho para fazer massa, se alguém tiver), forme uma farofinha. Acrescente a gema e depois algumas colheres de sopa de água, até dar liga e formar uma bola. Abra a massa com um rolo de macarrão e forre uma assadeira redonda ( uns 15 cm de diâmetro). Fure a massa com um garfo e asse por uns 15 minutos em forno pré-aquecido 180 graus. A massa estara um pouco crua/mole, mas nao tem problema pois ela voltará ao forno com o suspiro.

Creme

1 lata de leite condensado

5-6 limões (depende do gosto ou da qualidade do limão)

1 gema peneirada

Raspas da casca de 1 limão.

Suspiro

3 gemas

6 colheres de sopa de açúcar.

Bater na batedeira ate ponto de clara em neve. Truque: para saber se já está bom, vire a tigela de ponta cabeça. Se o suspiro estiver firme e não cair, está pronto!

Espalhe o creme na massa pré-assada. Com ajuda de um saco de confeiteiro (quem não tiver pode usar um saquinho plástico e cortar a pontinha), enfeite a torta com suspiros.

Asse até o suspiro dourar! Tem gente que adora essa torta quentinha, mas o recomendado é esperar esfriar e colocar um poquinho para gelar na geladeira!

água na boca só de ver!

água na boca só de ver!

Versão sem suspiro do creme

Ultimamente, tenho feito uma nova receita do creminho dessa torta de limão e tenho dispensado o suspiro.

O processo da massa é igual, mas os ingredientes do novo creme são:

1 lata de leite condensado

5-6 limões

Raspas de 1 limão

3 colheres de sopa de cream cheese

2 colheres de sopa de requeijão

100 g de chocolate branco derretido

Só colocar esse creme em cima da massa e colocar para gelar!”

esse creme... hummm!

esse creme… hummm!

Muito obrigada, Lailah! Essa torta é muito especial e deliciosa! E como amanhã é dia das mães, que tal fazer esta receita especialmente pra mamãe?!

Me contem como ficou! E Feliz dia das Mães pra todas as lindas mamães que aparecem por aqui!

Sobre French Milk

Já escrevi aqui que a Joanna é uma das minhas blogueiras favoritas, né?

Algumas semanas atrás eu estava fuçando no blog dela e em um post ela fala do livro French Milk da Lucy Knisley – quadrinista americana. O trabalho dela é bem auto-biográfico e ela costuma dar muita ênfase à comida no que ela escreve/desenha, o que faz com que seus livros sejam uma delícia de ler!

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Esta é minha cópia do livro. Achei apropriado usar um marcador de páginas de Paris. 🙂

Eu comprei o French Milk há duas semanas e foi um dos livros mais gostosos que já li! Primeiro porque ele é um diário. E eu amo diários (o primeiro livro que lembro ter escolhido ler foi um diário – de Anne Frank, quando eu tinha 10 anos). E além de tudo, French Milk se passa em Paris, o que já faz o livro valer muito a pena!

Mas, o mais interessante, na minha opinião, é como ela desenha/escreve sobre a relação dela com a mãe e sobre as crises do final da faculdade. Quem nunca viveu uma crise, por menor que tenha sido, quando estava nesta fase?…

E você? Curte livros assim? Já leu algo da Lucy? Adoraria saber!

Sobre os nãos da vida

Esta semana foi bem propícia pra pensar na vida. Parece que certas coisas acontecem justamente para colocarmos nossa listinha de prioridades em ordem… Então, fiquei pensando sobre os nãos que recebemos na vida e como eles mexem tanto com a gente.

Já perdi a conta de quantos nãos recebi. Desde aqueles de mãe quando não podemos comer tal coisa, ir em algum lugar ou ficar até tarde na casa do coleguinha, até aqueles nãos mais sérios quando não conseguimos um emprego.

Alguns nãos são mais doídos que outros; receber um não daquele moço que a gente gosta, por exemplo. Tem coisa mais doída que coração partido?

Ou aquele sonoro não que nem vem escrito, mas está lá, bem claro, quando não vemos nosso nome da lista de aprovados no vestibular dos sonhos. Ah… Este, na minha vida, apareceu várias vezes. E, nossa, é uma sensação de derrota instantânea…

E quando a gente cresce um pouco mais vem aquele não do mercado de trabalho. “Não. Você não fez estágio.” Não. Seu currículo não é bom.” “Não. Você é inexperiente.” “Não. Seu projeto de mestrado não é bom.” “Não. Doutorado não é pra você.” E por aí vai…

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Como lidar com estes nãos? Com os nãos que fazem com que a gente desacredite que é capaz; que tem experiência sim; que tem capacidade de fazer um doutorado… Ah, minha gente, estes nãos são os mais complicados. São estes que podem acabar com a gente com uma palavrinha.

Alguns meses atrás eu vivi um não deste tipo. E veio de uma pessoa em quem eu confiava muito e, pior, veio disfarçado de sim. Confesso que demorou um bom tempo para que eu me livrar dele. Foi preciso muita conversa com quem gosta de mim de verdade e uma boa dose de ânimo para eu enxergar que aquele não não poderia me impactar; eu era melhor do que aquilo que a pessoa queria que eu acreditasse.

Acho que aí está o segredo da coisa: entender que somos humanos e como humanos temos qualidades e defeitos e não podemos deixar os nãos determinarem nosso jeito de agir com a gente mesmo.

Depois de muito pensar esta semana cheguei à conclusão que os nãos que eu recebi na vida me fizeram ter humildade e isso é bom. Por um tempo, encarava estes nãos como o fim do mundo, mas agora, apesar da ponta de raiva, decepção, frustração ou derrota, os nãos são motivadores. Eles acabam me dando força pra provar pra mim mesma que sou capaz.

Talvez seja esta a função dos nãos: serem motivadores. É claro que a gente sofre, chora, esperneia, acha que é o fim do mundo e que somos o pior dos seres humanos… Mas, depois que acalmamos vem a hora de olhar pra frente e encarar que podemos sim ser melhor do aquele não! Talvez este seja o desafio.

Alguém aí recebeu muitos nãos na vida? Gostaria de compartilhar? =)

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“Hoje é hoje e ontem se foi. Não há dúvidas.” Pablo Neruda. Propício, não?

Sobre defesa de dissertação e blogs

Sexta-feira à tarde eu defendi minha dissertação de mestrado. E defender, aqui, é um verbo importante. Durante as duas horas e meia mais longas da minha vida, o tempo todo eu pensava que deveria defender meu texto. Não entendam errado. Minha banca foi ótima: estudaram minha dissertação, foram muito elegantes e não acabaram (muito) com meu argumento. Mas, a noção de defesa ficou lá presente na minha cabeça o tempo todo.

Não foi a melhor dissertação do mundo; longe disso. Mas, foi meu primeiro grande trabalho acadêmico, escrito a duras penas em meio a muito trabalho, uma mudança de cidade e um emprego novo no mundo corporativo. Tenso. E, no momento em que coube a mim responder aos questionamentos da banca, eu defendi meu texto. Reconheço suas falhas metodológicas e teóricas, todos os erros gramaticais e de formatação, mas, tentei defendê-lo e acho que, isto, eu fiz muito bem!

É engraçado como o mestrado acaba se resumindo naquelas duas míseras horas. Você passa 1 ano e meio fazendo disciplinas exaustivas, lendo textos intermináveis e, vamos falar a verdade, chatos pra caramba, escrevendo trabalhos com notas irreais (este tema vai merecer um outro post) e é só ali, naquele momento torturante, que você é avaliado por aquele único texto, por aquela única apresentação.

Mas, pra mim, o mestrado foi muito mais do que aquela tarde de sexta. O mestrado foi o tempo que eu me conheci e descobri o que eu realmente gosto de fazer. Conheci pessoas incríveis que me ensinaram que relações internacionais é muito mais que realismo, institucionalismo ou pós-estruturalismo. E foi o momento em que eu cresci e amadureci como nunca antes!

E este blog surgiu lá atrás, em 2010, quando toda esta loucura começou. E, por causa da vida acadêmica, isso aqui foi ficando pra trás, mas nunca fora da mente.

Com tanta gente me dizendo que eu deveria começar a escrever logo, cá estou. E, pelo fato de, finalmente, o mestrado ter acabado, este blog começa. Quem sabe é minha chance de escrever sobre o que eu gosto; sobre a miscelânea de assuntos que povoa minha cabeça e meu dia-a-dia sem precisar defender meu texto. Quem sabe é a chance de fazer algo só por fazer mesmo.

E vamos vendo o que vira! 🙂